Campo Maior, cidade sede onde se desenvolveu o projeto, é o quinto colégio eleitoral do Piauí, com 32.000 eleitores, destes, 15.913 fazem parte da 7ª Zona Eleitoral. No início dos trabalhos o número de eleitores analfabetos era, em valores absolutos, 1.870, o que correspondia, em termos percentual, a 13,03% do eleitorado, que à época, era de 14.350 eleitores. Durante toda a execução do projeto Ler para Eleger: Alfabetização de Eleitores, alguns fatores contribuíram para alterar o resultado final desse quadro:

Dos 250 eleitores convidados a participar do projeto, 201 foram matriculados .

Das dez (10) alfabetizadoras selecionadas, duas desistiram após a capacitação.

PROBLEMAS ENCONTRADOS

Parceria – o Programa Brasil Alfabetizado 2003, do governo federal que previa assistir a essas pessoas com consultas doação de óculos, não cumpriu sua parte, gerando pelo descontentamento, a evasão de alunos , que são pessoas que se situam abaixo da linha da pobreza, com grandes dificuldades para a aprendizagem, seja pela fome ou pôr deficiências física e visual. Algumas delas eram hipertensas, diabéticas, cardíacas e/ou portadoras de catarata.

Remuneração - com a remuneração atrasada, por mais de três meses, as alfabetizadoras sentiram-se desestimuladas para o exercício de suas funções, fato que culminou com a desistência de duas alfabetizadoras, reduzindo para oito (08), o número de turmas.

Material Didático – Outro compromisso do Programa Brasil Alfabetizado 2003. ( Decreto nº 4.834, de 08.09.2003) não cumprido, foi a doação de kits de alfabetização ( caderno, lápis, borracha, caneta, lapiseira e régua ), para os alfabetizandos/eleitores. Essa falta foi suprida, em parte, pelas apostilas elaboradas, artezanalmente, pela Coordenação do TRE-PI.

Período crítico de Chuvas – Nos meses de dezembro/2003 e janeiro /2004, vários alfabetizandos/eleitores se ausentaram das salas de aulas em decorrência das enchentes no município, que deixaram muitos deles desabrigados e outros aproveitaram para cuidar das sua roças. Sob o argumento de que perderam muitas aulas, esses alfabetizandos/eleitores não quiseram retornar á sala de aula.

AJUSTES PARA O FUTURO

Garantia de políticas públicas necessárias para a permanência do alfabetizando em sala de aula.

Melhor acompanhamento por parte dos parceiros envolvidos no projeto.

Adequar o calendário das aulas de alfabetização de jovens e adultos à sua realidade, de forma a não coincidir com o período da lavoura.

Maior compromisso com a remuneração/motivação dos alfabetizadores.

 
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